O professor
Cheguei em casa cansado e me sentindo estranho, com uma sensação de vazio, como se alguém tivesse arrancado meus pulmões e os tivessem substituído por uma chaminé acesa, nunca havia sentido aquilo, era uma merda. Lembrei da Thaís, não havia como negar eu era perdidamente apaixonado por ela e era com ela que eu queria estar naquele momento, precisava dela, precisava sentir o cheiro dela, abraçá-la, precisava das mãos dela, queria aquela garota de volta, teria que dizer isso a ela, mas eu seria um idiota ou sei lá acho que não tinha coragem de rastejar e pedir pra voltar, como amigo eu sabia que era o que ela queria que eu fizesse. E as meninas? Só faltava a Carla e prontinho eu ia lembrá-las do nosso casinho e elas iam influenciar a Thaís a voltar pra mim, ela voltaria, eu ia contar pra ela que passei o rodo nas amigas dela e ia espalhar pra todo mundo que elas eram melhores que a Thaís, Ridículo? Sim, mas vai que dava certo e eu não tinha outra escolha, não eu não falaria com ela. Tentei me distrair fui para o Facebook, pra ver como ela estava, eis que vejo que ela estava num “Relacionamento Sério”, opa! Então ela ainda não se vê sem mim, voltou a colocar que tá namorando. A chaminé esfriou um pouco. Não precisaria fazer mais nada, nada de planos, nada de nada, decidi ir a casa dela, agora não teria problema, ela era minha de novo. Só achei estranho nenhuma de nossas fotos estar lá. Tudo bem, ela não deve ter tido tempo. Antes eu deixei uma mensagem pra Bruna pelo acontecido e que eu havia me arrependido, que eu ainda amava a Thaís. Me vesti com as roupas e usei o perfume que ela tinha me dado e fui sem pensar. Quando cheguei na rua da Thaís vi um carro parado na frente da casa dela, deveriam ter visitas, talvez eu já ficaria pra jantar. Tinha alguém dentro do carro, era um homem no banco do motorista, não consegui ver o rosto dele a princípio, mas vi bem que era a Thaís do lado dele, me escondi atrás de um arbusto e fiquei observando, mantendo uma distância segura do carro. Ele era bem mais velho dava pra perceber pelo jeito e pelo carro por que um cara da minha idade não andava um carro daquele, mas não conseguia ver o rosto dele de jeito algum. A Thaís tava toda alegrinha, gargalhando e usando a carinha que ela fazia pra seduzir, ele se inclinou e a beijou não acreditei no que eu vi, não mesmo. Ela nunca gostou de cara mais velho que merda era aquela agora? A chaminé se acendeu de novo e eu precisava ver quem era aquele maldito, queria matar os dois naquele instante, senti um ódio sem igual.
Andei até uma árvore próxima ao carro, sem tirar os olhos do casal que felizes se beijavam. Quando enfim se desgrudaram eis que eu vejo a figura do nosso professor de matemática. Senti nojo, raiva, ódio, tristeza tudo junto. E sai de lá antes de fazer algo que eu me arrependesse. Meu plano com as amigas dela era furada, pra mim não fazia mais sentido. Mesmo a Carla sendo gostosa já não tava mais afim, mas eu ainda espalharia que tinha pegado a Paulinha e a Bruna. Nessas horas o melhor a se fazer é encher a cara com os amigos, bebi muito, muito mesmo. Não esqueci a cena e meu ódio só aumentou. O professor morava duas ruas abaixo da minha. Fui até lá, peguei uma barra de aço e arrebentei o vidro da frente do carro dele. Quando as luzes da casa se acenderam eu saí correndo. Fui pra casa, naquele momento só precisava descansar e pensar no que eu ia fazer pra acabar com aquela palhaça, antes que toda a escola soubesse que eu fui trocado por um velho. No outro dia o professor chegou a pé na escola. Na aula ele contou que alguém tinha vandalizado o carro dele. E ele ainda nem sabia o que estava por vir.
Andei até uma árvore próxima ao carro, sem tirar os olhos do casal que felizes se beijavam. Quando enfim se desgrudaram eis que eu vejo a figura do nosso professor de matemática. Senti nojo, raiva, ódio, tristeza tudo junto. E sai de lá antes de fazer algo que eu me arrependesse. Meu plano com as amigas dela era furada, pra mim não fazia mais sentido. Mesmo a Carla sendo gostosa já não tava mais afim, mas eu ainda espalharia que tinha pegado a Paulinha e a Bruna. Nessas horas o melhor a se fazer é encher a cara com os amigos, bebi muito, muito mesmo. Não esqueci a cena e meu ódio só aumentou. O professor morava duas ruas abaixo da minha. Fui até lá, peguei uma barra de aço e arrebentei o vidro da frente do carro dele. Quando as luzes da casa se acenderam eu saí correndo. Fui pra casa, naquele momento só precisava descansar e pensar no que eu ia fazer pra acabar com aquela palhaça, antes que toda a escola soubesse que eu fui trocado por um velho. No outro dia o professor chegou a pé na escola. Na aula ele contou que alguém tinha vandalizado o carro dele. E ele ainda nem sabia o que estava por vir.



