A próxima amiga seria a Paulinha ela não era bonita, era meio desengonçada e ria de um jeito estranho, que às vezes até assustava. Mais gostava de piadas, como toda garota desengonçada. Com ela o esquema seria à tarde depois da aula, sim eu pegaria uma amiga depois da outra pro meu plano estilo “Malhação” dar certo. Sabe como é planinho de novela que faz as meninas e as senhoras donas de casa ficarem bravas com o vilão, que no caso sou eu, eu quem ficaria com a mocinha (Thaís) e a humilharia como pudesse. Nunca vi ninguém fazendo aquelas merdas todas que eles fazem, mas não custa nada tentar já que o improvável às vezes é o que dá mais certo inclusive nessas ocasiões. E falando em Thaís não a vi no colégio, o professor de Matemática tinha faltado então iríamos pra casa mais cedo. Fui falar com a Bruna. –Oi Bruna. –Ah Marcelo. –Você viu a Thaís? –Não, ela tinha um compromisso. –Hum... Estranho ela nunca falta. Mas Bruna, então a gente pode esquecer aquilo. Me desculpa é que fiquei tão abalado com o que a Thaís fez, você é tão linda, fiquei confuso, você entende? –É, acho que entendo. –Preciso da sua ajuda Bruna, conversa com a Thaís pede pra ele voltar pra mim. –Sei não Marcelo, acho que ... –Foi pelo que aconteceu hoje, né? –Não, não claro que não. –Então não tem nada que te impeça de fazer esse favor pra mim, não é? –É verdade vou conversar com ela. –Obrigado Bruna. Estágio um completo. É claro que ela concordaria, caso contrário eu usaria o acontecido pela manhã pra fazê-la concordar. Sentei no banco de sempre e esperei a Paulinha passar, ela sempre passava ali antes de ir pra casa.
E lá vinha ela com aquele sorriso metálico, os ombros curvados e o cabelo desgrenhado, Argh, seria difícil, mas eu não podia desistir agora, com a Bruna já tinha dado certo, faltava essa e a mais difícil e mais gostosa, a Carla, mas voltando ao cordeirinho de número dois... –Oi Paulinha. –Oiiii. Até pra falar oi ela era estranha, falava saltitando parecia um emoticon, mas um daqueles feios. –Tá indo pra casa? –Tô. –Então vou com você. No caminho contei todo meu estoque de piadas dos pontinhos e as de loira burra. Ela riu e riu e riu. –Vai fazer o que agora à tarde? –Nada, como não teve matemática, não tem dever pra casa. –Quer assistir um filme? –Pode ser, vou ligar pra Thaís pra ela ir com a gente. –Não a Thaís não quer me ver. –Ué vocês brigaram. –Não ela terminou comigo. E nem sei por que. –Ah eu sei. –Sabe o que? –Nada. Queria arrancar algo dela, mas eu iria arrancar de outro jeito depois. –Então vou pra casa pego um filme e daqui uma hora te encontro na sua casa. Pode ser? –Tá bom. Como ninguém dava bola pra Paulinha tinha quase certeza que ela era virgem, ia ser um saco fazer aquilo, o esquema era levá-la pra assistir um filme de comédia romântica daquelas que os casais são mais afoitos, com peitos aparecendo e sexo com “amor”. Eu ia fazer ela ficar animadinha, felizinha e pá. Comi alguma besteira em casa, tomei um banho rápido, peguei O amor entre outras drogas pra gente ver e fui pra casa da Paulinha. Ela fez pipoca, tentou ser legal e até que ela era engraçadinha, quando não sorria muito. Na primeira cena de sexo ela ficou toda sorridente e envergonhada, na segunda piorou, ela ficou falante e comentava coisas sem sentido, na terceira ela ficou envergonhadíssima, eu olhei pra ela e soltei o clichêzão. –Nunca tinha percebido que sua risada era tão bonita. –Haha Obrigado Marcelo, ninguém acha isso. –Eu acho e acho que é muito gostosa de se ouvir. –É? –E não é só sua risada que é gostosa aqui. Ela corou. –Eérr você quer mais refri? –Quero sim. Enquanto ela foi pegar eu precisava pensar em qualquer coisa pra me excitar, por que não dava pra fazer isso olhando pra Paulinha. Pensei na mina do filme. Fui atrás dela na cozinha. Abracei ela por trás. –Você é a menina mais linda que eu já vi numa cozinha, você fica tão sensual... Desculpa sociedade não pensei em nada melhor pra dizer pra ela. Não esperei ela falar, menina virgem fala demais. A beijei, passei minha mão pelo cabelo desgrenhado, parecia uma morta viva com aquele penteado, joguei ela por cima da mesa e arranquei a blusa dela, ufa, pelo menos os peitos eram bonitos, eram enormes, não sei porque ela os escondia tanto, tirei a calça e vi que bunda ela não tinha nenhuma. Ficou o tempo todo calada e séria. –Tudo bem? –É tudo mais... é que eu sou virgem. –Tudo bem é só você relaxar. Tá? –Tá bom. Nós fomos para o quarto dela. Eu era canalha, mas nem tanto, acho que ia ser melhor pra ela se fosse numa cama. Fiz direitinho. Foi sem graça, claro. Não me diverti. Mas comi. E fiz um enorme favor pra ela já que ninguém faria o sacrifício de pegar aquela esquisitona.
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