O amor é uma forma de prejuízo
Embora minha capacidade mental fosse além das expectativas para uma garota da minha idade eu tinha desejos que condiziam com desejos adolescentes, o que eu não podia negar era que eu queria um amor, bem eu não precisava amá-lo, na realidade ter um cara pra aparecer do seu lado nessa merda de fase é como sair dos becos escuros e anônimos de um colégio, mas precisava ser o cara certo.
Embora minha capacidade mental fosse além das expectativas para uma garota da minha idade eu tinha desejos que condiziam com desejos adolescentes, o que eu não podia negar era que eu queria um amor, bem eu não precisava amá-lo, na realidade ter um cara pra aparecer do seu lado nessa merda de fase é como sair dos becos escuros e anônimos de um colégio, mas precisava ser o cara certo.
Na manhã em que isso aconteceu, eu tinha me atrasado para a primeira aula, fiquei esperando o sinal lendo “Os Miseráveis” de Victor Hugo, estava entretida demais pra notar algo, e alguém sentou do meu lado, abaixei os óculos escuros discretamente e o vi sorrir. Eu não sabia como agir, será que deveria sorrir? Falar? Na duvida virei o rosto, ele ficou sem graça e disse: -Esse livro aí era meu sabia? –Como assim?Eu peguei na biblioteca. – Eu doei pra lá. – Então, já não é mais seu. –É, mas mesmo assim é um bom livro. –Verdade. –Olha só estamos no meio dos miseráveis (apontando para as garotas que passavam no corredor) E ele sorria, tinha em si uma falsidade assistida para aqueles miseráveis e por que tinha falado comigo? -Como é seu nome? –Carol. –Eu sou o Caio. Tem aula de quê agora? –Literatura. –Acho que você perdeu sua aula, não? –É. –Tô te enchendo? –Não. –Tão monossilábica. –Hum… Não sabia o que fazer, ele era o que eu esperava, cada medida, e a boca, era desconcentrante. Eu queria beijá-lo. Sim como queria. Não resisti enquanto ele falava sobre de como tinha se atrasado pela manhã. Eu olhava a boca. Eu queria beijá-lo. Todo meu corpo pulsava pra isso e o sinal tocou. Ufa! Finalmente. –Tchau. –Te vejo no intervalo? –Pode ser. –Onde te encontro? –Eu te acho. Claro que não o acharia, o acharia e achei, mas não fui até ele. Fui pra casa com a cabeça girando com fome e algo mais… Tá, e também de pensar no Caio, era a primeira vez que eu me interessava por alguém. E eu realmente não sabia nem como, nem o que fazer. Foi quando a campainha tocou.
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