Eu era a garota que sempre passava despercebida, que ninguém conhecia, ou que servia para completar um time qualquer nas aulas de Ed. Física. Era alguém invisível, alguém que via tudo e ouvia tudo, por que eu nunca estava ali, entende? Eu sabia quem saia com quem, quem pegava quem, quem traia quem, eu sabia tudo sobre toda a minha escola, e eu não tentava saber, eu sempre estava ali e todo mundo sempre fingia não me ver, já que não representava perigo nenhum, não tinha amigos, nem colegas, nem um vizinho conhecido no colégio, nem um parente próximo ou distante, eu sempre fui reservada, não era nem de longe uma garota de aparência risonha como aquelas meninas de filmes americanos, que são transformadas em top models depois que elas se apaixonam pelo cara forte e atlético, que não sabe se vai pra faculdade porque tem notas ruins e precisa de uma bolsa de estudos, porque seus tios gastaram toda sua a poupança depois que os pais morreram em um acidente de carro, nunca suspirei com um filme assim, nunca fui muito afim de romance e nem ele de mim, nem me apaixonei por nenhum cara “gostoso” do colégio. Eu também não parecia com aquelas meninas estranhas, zuadas por todo mundo tipo “Carie, a estranha”, eu simplesmente não me encaixava em canto algum. Piriguetes, patricinhas, nerds, rockeiros, funkeiros, rapers, eu não me encaixava em nada disso, eu não saia, não conversava, buscava me socializar quanto menos possível, eu era um grão de mostarda em meio a um turbilhão de bolinhas daquelas que ficam nas piscininhas de plástico de crianças com menos de 4 anos de idade, já que eu tinha o dom de ser a “invisível” cabia a mim usar isso como a minha dádiva, eu busquei aprender um pouco de todos, e com isso um pouco de tudo, o que cada um fazia, música, roupas, sexo e o que mais importava para aqueles que entravam e saiam com suas conversas, choros e gargalhadas pelos meus ouvidos, não que eu quisesse ser uma fofoqueirazinha ou chantagear alguém com isso, eu não queria, juro que não queria , pelo menos não até aquele momento.
14 de agosto de 2011
Quem é ela? I
Autora
Jéssica Vieira
Eu era a garota que sempre passava despercebida, que ninguém conhecia, ou que servia para completar um time qualquer nas aulas de Ed. Física. Era alguém invisível, alguém que via tudo e ouvia tudo, por que eu nunca estava ali, entende? Eu sabia quem saia com quem, quem pegava quem, quem traia quem, eu sabia tudo sobre toda a minha escola, e eu não tentava saber, eu sempre estava ali e todo mundo sempre fingia não me ver, já que não representava perigo nenhum, não tinha amigos, nem colegas, nem um vizinho conhecido no colégio, nem um parente próximo ou distante, eu sempre fui reservada, não era nem de longe uma garota de aparência risonha como aquelas meninas de filmes americanos, que são transformadas em top models depois que elas se apaixonam pelo cara forte e atlético, que não sabe se vai pra faculdade porque tem notas ruins e precisa de uma bolsa de estudos, porque seus tios gastaram toda sua a poupança depois que os pais morreram em um acidente de carro, nunca suspirei com um filme assim, nunca fui muito afim de romance e nem ele de mim, nem me apaixonei por nenhum cara “gostoso” do colégio. Eu também não parecia com aquelas meninas estranhas, zuadas por todo mundo tipo “Carie, a estranha”, eu simplesmente não me encaixava em canto algum. Piriguetes, patricinhas, nerds, rockeiros, funkeiros, rapers, eu não me encaixava em nada disso, eu não saia, não conversava, buscava me socializar quanto menos possível, eu era um grão de mostarda em meio a um turbilhão de bolinhas daquelas que ficam nas piscininhas de plástico de crianças com menos de 4 anos de idade, já que eu tinha o dom de ser a “invisível” cabia a mim usar isso como a minha dádiva, eu busquei aprender um pouco de todos, e com isso um pouco de tudo, o que cada um fazia, música, roupas, sexo e o que mais importava para aqueles que entravam e saiam com suas conversas, choros e gargalhadas pelos meus ouvidos, não que eu quisesse ser uma fofoqueirazinha ou chantagear alguém com isso, eu não queria, juro que não queria , pelo menos não até aquele momento.
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Isso aê garota, parabéns. Aninha.
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